O racismo estrutural nos EUA através do cinema de Zoot Suit a When They See Us
Resumo
Este artigo analisa a persistência do racismo estrutural nas instituições de justiça dos EUA por meio de um estudo comparativo de Zoot Suit (Valdez, 1978) e When They See Us (DuVernay, 2019). Seu objetivo é examinar o dispositivo cinematográfico como uma tecnologia de poder que, embora tenha operado historicamente como uma máquina de propaganda para reproduzir a hegemonia estadunidense, também constitui um espaço de disputa e resistência política. A metodologia emprega uma análise crítica de ambas as narrativas fílmicas a partir dos marcos teóricos da microfísica do poder (Foucault) e da vida nua (Agamben). O resultado destaca como essas obras desvelam os regimes de verdade que sustentam a racialização do suspeito e a criminalização sistemática de minorias étnicas. As obras escolhidas, separadas por mais de 50 anos, expõem as persistências do racismo no sistema judicial estadunidense, permitindo subverter as narrativas oficiais e questionar os parâmetros raciais fixos que têm definido a identidade nacional desde a era colonial (Grant, 2014).
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